quarta-feira, junho 24, 2020

Cariatide tombee portant sa pierre, de Rodin.

Um post do face, de rochas numa praia em África, levou-me a pensar numa conhecida escultura: Cariatide tombee portant sa pierre, de Rodin.

Rodin fez mais do que uma Cariátide caída...  Para quem não se lembra, Cariátide é o nome dado à figura de uma mulher, tipo coluna, que era usada como poste de sustentação da parte de cima de um edifício, na Grécia antiga.

O nome vêm de outras Cariátides, raparigas que dançavam para a deusa Artemis e que, nas suas danças circulares, carregavam na cabeça cestos com juncos.

Admito que tudo isto me agrada. Gosto da sonoridade da própria palavra, gosto da ideia da dança em círculos, com plantas a sair das  cabeças das jovens, e gosto da arquitectura grega. Naturalmente, também gosto da escultura de Rodin, com a bela Cariátide abraçando-se a si própria, ao mesmo tempo que o peso da pedra que carrega a derruba e a destrói. Há imensa beleza e compaixão, que me emociona. :)

Braga, 22 de junho de 2020.

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